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Partido dos Trabalhadores 30 anos

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PT 30 anos

Eu já nasci petista. Venho de algumas gerações de militantes socialistas. Bom, se são gerações, meus avós, claro, eram do PCB. O velho. Meus pais participaram daquelas organizações clandestinas, não alinhadas, da época da ditadura. Polop, se não me engano, depois MEP. Não participaram do movimento pró-PT. Já estavam fora.

Mas continuavam alimentando dentro deles o sonho de uma sociedade igualitária. Participavam, e nos levavam junto, das atividades mais amplas. Lembro bem do comício das diretas. Do trabalho da minha tia, num prédio na Presidente Vargas, podíamos ver a multidão se acumulando na avenida até perdermos de vista. Lembro do abraço à Lagoa, na campanha do Gabeira a governador e das atividades do 28 de setembro, por conta da lei do ventre livre, organizada todo ano pelo CEAP, por onde meu pai e minha tia se enveredaram depois de abandonarem a militância mais partidária.

Acabo de ler, aqui, que o dia 28 de setembro é mais importante que isso. Foi quando Marx e Engels fundaram a 1ª Interncional, Impeachment do Collor, entre outras.

Lembro do comício do Lula, também na candelária,  no segundo turno da eleição de 1989. E, claro, como esquecer as horas, dias, meses de decepção dos meus pais e tios após a derrota. A imagem que me ficou é de meu pai, sentado no chão da varanda, no escuro, afogando as últimas esperanças num copo de uísque.

Depois disso, já durante a adolescência, vi minha mãe deixar a carreira no Banco do Brasil em segundo plano, que só retomou anos mais tarde, afim de se dedicar, junto com meu pai de um negócio próprio porque não queria trabalhar para o Collor.

Passei o resto da adolescência e começo da juventude, simplesmente, como eleitor. Votava no PT nas eleições, mas não participava de nada. Nem do grêmio da escola, nessa época já não tão ativo quanto fora antes. Participei do fora-collor. De leve. Ia nas passeatas.

Na faculdade, quando as portas de um novo mundo se abrem para os jovens, tive um contato mais próximo com a luta política. Entrei logo para o Centro Acadêmico da ECO. No ano seguinte, o golpe. Foram momentos muito conturbados da vida acadêmica brasileira, principalmente na UFRJ com a intervenção do governo FHC impondo um REItor que não fora eleito. Durante os mais de 40 dias que ficamos acampados na reitoria tive contato com o PT, mais precisamente com os militantes da DS da UFRJ. Claro que me apaixonei, quase instantaneamente pela construção de um novo mundo. O PT no meio disso.

Depois fui diretor do DCE da UFRJ, conselheiro universitário, representando os estudantes da UFRJ, sempre organizado na DS e no PT. Nossas chapas sempre tentaram aglutinar aqueles próximos ao PT (do PSTU, antiga tendência interna, à Articulação, campo majoritário, como dizíamos na época). Sempre recheadas de “independentes”.

Quando saí do Movimento Estudantil fui militar no Fórum Social Mundial. Me apaixonei de novo. Éramos protagonistas do novo mundo possível. Estávamos experimentando uma nova realidade, um novo movimento social, uma nova vida. Mas o Brasil não precisava de um movimento novo. Já temos a CUT, o PT, o MST, outros partidos de esquerda… Só precisávamos juntar tudo. Articular pontos comuns, fóruns de discussão mais permanentes, espaços de aglutinação. Esse é outro assunto, que vamos discutir em outro momento.

Embora não seja um militante muito assíduo nas atividades do partido, acredito muito na construção desse como principal alternativa para a construção de um novo mundo. Acho que o governo Lula tem dado passos nessa direção. Tímidos, é verdade, mas passos. A nossa caminhada começa sempre no primeiro passo, afinal.

O PT é afinal uma referência muito importante. Quem nunca ouviu, quando diz que é militante de alguma coisa: “Ah, eu também já fui assim, meio PT”.

E você? Qual a experiência com o PT, que completou 30 anos ontem?

Contem suas histórias. Tive a ideia de escrever esse breve relato, vendo esse outro excelente do nosso deputado federal do PR, Dr. Rosinha. Pensei em reunir vários relatos sobre as experiências pessoais com o PT. As esperanças, as crenças, os vícios, as histórias engraçadas.

Taí, lançado o desafio. Vamos continuar escrevendo a história do partido na medida que fazemos a história do país também. POdem ler e ver alguma coisa aqui e aqui. Direto do site do partido.

Comentem, escrevam suas história que eu publico aqui. Pode mandar por email pra mim também: migpapi@gmail.com

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25/11/2009. Você já pode acessar os textos da 24ª edição do jornal Democracia Socialista/Em Tempo! Em breve, a versão para impressão será disponibilizada neste sítio. A impressão e circulação do jornal é de responsabilidade das coordenações estaduais da DS.Nosso jornal está em fase experimental, por isso, comentários, opiniões e sugestões são muito bem-vindos. Boa leitura!

Editorial
Notas
Memórias da Liberdade
Às vésperas do PED
Luizianne presidirá o PT no Ceará
Sintomas de um período pós-neoliberal
O Uruguai volta às urnas
A ecologia do desenvolvimento

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