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Adeus, Democracia

IMG_8037Eu era pequeno quando vc chegou no país. Lembro de acompanhar, via rádio, no nosso antigo carro, a caminho da natação ou das aulinhas de futebol, o noticiário sobre os trâmites da diretas. Isso era muito importante para você chegar. Lembro também de meus pais batendo panelas na janela. Naquela época se batia panela por você, não contra. Lembro de camisetas da Mafalda e lembro também de um passeio na Candelária, onde do alto de um dos edifícios pudemos ver se aglomerarem na rua milhões de pessoas que queria ser donas de seus futuros. O país queria muito você por perto. E até quem não queria muito não podia mostrar que não queria.
Cresci convivendo bem com você. Aprendi a te admirar muito. E hoje te considero fundamental para que o mundo não acabe se destruindo, embora ainda ache que a cada dia caminhamos um passo nessa direção. Tivemos muitos bons momentos juntos. Principalmente quando aprendemos alguns segredos que você escondia, e ainda esconde, da maioria das pessoas, como a forma que você funciona em coletivos pequenos, em espaços mais reservados. Como você se faz importante em cada momento da vida e as formas de você se apresentar. Como a relação com você pode ser proveitosa para o crescimento de um país.
Foi na rua que tivemos nossa relação mais íntima. E foi assim, no meio de muita gente, como estamos vendo agora nas ruas do país. Mas não foi só na rua que tivemos intimidade. Pois você é onipresente, ou deveria ser. Pude viver cada momento junto ao seu lado de forma intensa. Essa convivência foi muito importante para o que eu sou hoje.
Por sua conta, podemos ver chegar ao cargo mais alto do país, um operário que saiu da extrema pobreza do sertão nordestino para o centro do capital brasileiro para ser um operário. A sua construção também se misturou muito com a construção do partido que esse cara ajudou a criar.
Demorou, mas, depois de algumas tentativas, esse cara conseguiu chegar ao governo, junto com o partido que ele ajudou a criar para começar a de fato fazer valer o seu nome. Afinal, de que adianta estarmos ao seu lado se não for para ser pleno. E só a plenitude da sua companhia pode fazer com que realmente vivamos num mundo melhor. Só o acesso aos elementos básicos da vida pode ser digno de carregar seu nome.
Com você, conseguimos acabar com a fome, tiramos milhões da miséria e incluímos outros tantos milhões no mercado de consumo. Tá bom, poderíamos sonhar com outro tipo de inclusão, que eu até acho que seria melhor, poderia ser mais duradoura e humana, mas não podemos desprezar esse feito. Principalmente num mundo que a cada dia exclui dos elementos mais básicos da vida um contingente incontável de vidas.
Também conseguimos melhorar a vida de muita gente que precisava muito: o ingresso no ensino superior para uma parcela da população que estava fora desse sistema, o respeito às minorias, ao pessoal GLBT, às mulheres, às negras e negros, são alguns exemplos.
Claro que se nossa convivência fosse ainda mais intensa, acredito que poderíamos ter feito mais. Isso, claro, não tira a beleza dos momentos em que convivemos e aprendemos com você.
Agora, nesse triste momento em que você parece se afastar de nós, não só sentiremos a sua falta, como estaremos aqui a lutar pela sua pronta recuperação para voltarmos a caminharmos lado a lado. Sua falta pode nos levar também a Esperança. Sem ela será muito difícil viver nos tempos que se apontam para as nossas vidas.
Espero, sinceramente, que esse adeus se converta rapidamente num até logo.
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O tamanho do desafio

Sou de uma família de militantes políticos. Há gerações, lutamos contra a injustiça no mundo. Dos dois lados da minha árvore genealógica há exemplos de pessoas que deram a vida para construir um mundo melhor, não só aqui no Brasil, mas lutando contra o nazismo/fascismo na Europa, por exemplo.

Eu nasci no final da ditadura militar e sou um pouco mais velho do que o partido que viria a ser o principal instrumento de mudança social das últimas décadas no país: o PT. Se olharmos só o PT de hoje, envelhecido pela luta, pelas disputas, pela falta de projeto político das esquerdas no mundo todo, talvez não tenhamos noção do tamanho histórico que essa defeituosa ferramenta da classe trabalhadora tem de verdade.

Porém, um olhar mais longe pode nos dar a noção do seu tamanho, assim como de seus feitos.

Vivemos num mundo de profundas desigualdades. Nunca a desigualdade foi tamanha. Dados apontam para o fato de que 1% da população mundial tem nada menos do que a mesma riqueza de toda a metade mais pobre. E a tendência global é que esses dados piorem.

Vivemos num mundo que exclui o diferente, que pratica limpeza étnica, que não aceita que você acredite em outra coisa que não no SEU Deus.

Vivemos num mundo que destrói seu próprio ambiente para dar vazão aos anseios de vontades que são construídas pelos próprios produtores dos objetos de desejo dos consumidores.

Vivemos num mundo em que é mais importante parecer que se tem alguma coisa do que realmente ter.

E foi nesse mundo, caduco, após o fim de uma alternativa, que no fim não trouxe alternativa na forma de viver, que foi criada e cresceu essa experiência brasileira. Ela foi criada exatamente na crítica a essa alternativa global que não alterou o essencial, mas que, pelo menos, trouxe uma perspectiva menos comercial para a vida daqueles que viviam sob seu arco. Porém esse rumo acabou. O muro caiu. E o outro lado tomou conta da nossa direção nos fazendo ser cada vez mais mercadorias a ser comercializadas para que os donos do mundo tenham cada vez mais as custas de muitas almas.

Não se podia esperar que nascesse da falta de rumo, um prumo para o país e para o mundo. Nesse contexto, só foi possível a arrumadinha , o jeitinho no sistema imperfeito e capenga que foi a síntese possível após a noite longa, que é a democracia brasileira.

Esse jeitinho, esse aceitar de coisas inaceitáveis, esse ceder de coisas que não deveria,  esse jeito de adiar coisas importantes, no entanto, foi suficiente para mudar milhões de vidas. Poderíamos até mesmo dizer que essas vidas foram criadas, pois, em muitos caso eram só organismos sem nenhuma noção de que viviam numa sociedade complexa como a do mundo do séc XXI. Não tinham luz, não tinham água e nenhum assistência de um Estado, que só conheciam pela força bruta que os expulsava de qualquer noção de cidadania.

Para outra parcela, o jeitinho, trouxe uma melhora significativa na sofrida luta do dia-a-dia, materializada no aumento do salário mínimo, da distribuição de moradias dignas, do emprego formal.

Todas essas mudanças foram possíveis através de ações governamentais, condicionadas ao acordo de governabilidade com aqueles que não mais toleram que se mexa na estrutura do país em nome de um desenvolvimento. Para as forças conservadoras nacionais é melhor viver num país periférico, extrativista, excludente, com heranças escravocratas do que pode fazer parte dos países chamados desenvolvidos, onde os elementos dessas forças teriam que dividir a mesa com pessoas de segunda classe.

Por pior que tenha sido a postura do partido nesse momento histórico, não apagam o enorme êxito de ter tirado milhões da miséria, acabado com a fome. O governo e o partido foram se juntando ao inimigos na crença de que era possível promover as tão urgentes mudanças na estrutura socioeconômica brasileira sem conflito, ao contrário do que se pregou durante tanto tempo no século passado. Não deu. O conflito veio do lado de lá, que não mais aceitou que não se tenha mais margem para manobrar vidas em busca do lucro, o conforto e o luxo fácil.

Cresci ouvindo histórias da ditadura. Entre cômicas e trágicas, essas histórias são parte da minha formação humana. Me ajudaram a enxergar mais do que os olhos dos telejornais nos mostram. Hoje, então, eu posso dizer: nossos pais não lutaram em vão para construir essa frágil democracia. Não lutaram para construir esperança para agora, os mesmo de sempre, mancomunados com as forças internacionais de sempre, pisarem em nossos canteiros.

Bem vindos à luta de classes e vai ter luta.

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O fim do Estado de direito

As regras democráticas são resultado de amplas lutas afim de construir protocolos de convivência comum entre interesses e visão de mundo diferentes dentro da sociedade. Sem isso, vale a lei do mais forte. Essas regras são transformadas em lei, não antes de passar pelo jogo de forças e interesses envolvidos nas lutas, no congresso nacional, onde são finalizadas. São, portanto, a síntese possível das disputas em voga na sociedade em determinado período.

Na vida real, no entanto, as leis não são para todos. Para fazer valer os interesses de classe, muitas vezes, passa-se por cima da lei sem que isso traga consequências para quem o faz. O que importa no final das contas é a posição que você ocupa ou ao lado que quem você caminha. No jogo político das grandes estruturas de poder, isso fica claro. Taí o Cunha solto e o Aécio sem nenhum processo de investigação recente, apesar dos dois terem comprovadamente contas em paraísos fiscais europeus.

“As leis não bastam, os lírios não nascem da lei” – Drummond

Quando a disputa política ultrapassa as fronteiras da lei, ou das regras que foram antes estabelecidas, como estamos assistindo nesse caso dos vazamentos dos grampos e delações, a luta passa a ser só da política nua e crua.  Não tem mais estado de direito. Esse  terá que ser reconstruído ao fim dessa batalha, com um novo conjunto de regras combinadas entre as forças que sobreviverem ao processo. A disputa agora é por versões dos fatos, feita por quem tem mais gente envolvida ou atingida por suas ações de comunicação e política. Nesse aspecto a rua é um importante fator a ser considerado, assim como as relações internacionais, capaz de pressionar setores adeptos ao golpe a recuarem.

A direita nunca teve pudor de romper com as leis para alcançar os seus objetivos. Isso é coisa da esquerda. Os meios sempre justificaram os fins.

Acredito que sofreríamos uma ação golpista como essa que estamos sofrendo agora, independente de termos encarado alguns debates que deveríamos ter encarado, como a democratização das comunicações, a ampliação da reforma agrária, as relações de trabalho dos profissionais de saúde e seu financiamento e, principalmente, a quantidade enorme de recursos públicos que vão parar nas mãos de pequenos grupos através do pagamento de juros, lesando assim a possibilidade de melhorar os serviços que o Estado presta.

Tenho acreditado muito no limite da distribuição de renda, feita através do reformismo fraco petista, como causa para a crise. Esse limite, com desemprego baixo e renda do trabalhador em ascensão é o motivo principal da crise que vivemos. Além disso, ainda temos o pré-sal, nas mãos da Petrobras, ferindo assim os interesses dos grandes grupos internacionais. Isso sem falar na articulação internacional do G20 e, principalmente, dos BRICS, desafiando o poder totalitário dos EUA.

Esses são os motivos para o golpe, articulado desde 2005, visando tirar do poder o mínimo de equilíbrio social que o petismo significa, e feito através das “novas” táticas de desestabilização de Estados não alinhados, chamadas de revoluções de veludo ou golpes suaves.

Agora, precisamos pensar a resistência, que não vai passar pelas leis, essas não mais bastam.

Bem vindos à luta de classes.

 

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Golpe suave no Brasil

No livro “Os últimos soldados da Guerra Fria”, Fernando Morais nos conta a história de um grupo de cubanos que vão para Miami se infiltrar na rede de terrorismo construída nos EUA para tentar desestabilizar o regime da Ilha. Esses caras eram, na sua maioria, militares cubanos dispostos a se sacrificarem em busca de respostas e soluções para proteger seu pequeno país, que ousou sonhar e conquistou uma vida diferente dos seus irmãos latinoamericanos. O regime, sem a mãe Rússia protegendo, corria sérios riscos e, sabendo disso, o governo cubano usou da melhor arma que tinha à mão: a inteligência. Com isso, conseguiu criar esquema de contraespionagem que denunciou o esquema terrorista para o mundo conseguindo assim neutralizá-lo.

Não é novidade que existem, hoje, no mundo, forças nãotãoocultasassim que se especializaram em desestabilizar governos mundo a fora. Exemplos de belos textos sobre o assunto temos aos montes. São os chamados golpes de veludo. Existem exemplos deles no leste europeu e, parece, agiram bem durante a chamada primavera árabe. Desconfiamos (porque me incluo naqueles que se negam a acreditar em protagonismo espontâneo de pessoas desorganizadas) que atuaram com as mesmas táticas por aqui durante o famoso “Junho de 2013”. Continuam atuando, na verdade. A notícia de que o próprio Moro foi “treinado” nos EUA, não surpreende. O mesmo vale para o Kim ou para aquela menina bonita da Nicarágua.

O mundo contemporâneo não aceita mais tanques de guerra ou assalto armado aos palácios dos governos. Pelo menos não no ocidente. Os golpes estão mais sofisticados. E mais sofisticada deve ser a resistência. Não podemos mais cair no debate fácil da corrupção, como já disse antes e mais de uma vez. Sabemos que esse é um assunto que tem apelo na população e por isso é constantemente utilizado como pretexto para ações nada republicanas como a que estamos assistindo. É preciso esvaziar esse debate de uma vez.

As ações parecem muito bem orquestradas e tem um timming difícil de acompanhar. Se o outro lado (nós, os democratas, de esquerda que buscamos um mundo menos injusto) faz um movimento, eles (os golpistas) já apresentam uma novidade, um vazamento, uma ação judicial. Isso explica os vazamentos dos grampos, que não apresentam nenhum crime, mas criam o mal estar: o grande líder falou um palavrão? Porra, mandou o juiz enfiar o processo no cu? Óóó!, diz a turba de idiotas que mandaram a presidenta tomar no cu em um passado recente. Pronto, está criada a convulsão social, passada dia e noite em rádio e TV, enquanto os interesses da república são subtraídos em tenebrosas transações (obrigado, Chico).

Por isso, acho que o golpe em curso no país não está isolado de outros lugares do mundo. Há pouco tempo foi confirmada a participação dos EUA nos golpes na América Latina nas décadas de 1960 e 1970. Isso sem falar em ter que esperar 50 anos para a Rede Globo admitir a participação e apoio ao golpe de 1964. Será que teremos que esperar mais algumas décadas para perceber o que está acontecendo agora?

paulista.jpgA reação se faz necessária e imediata. Com todas as armas que temos na mão. Necessário, nesse momento, internacionalizar ao máximo o debate a respeito do que acontece aqui, afim de fortalecer a ordem democrática. Acredito que a pressão internacional, pode fazer os golpistas recuarem. Para isso, precisamos de muitos atos de rua, com muita gente. Os atos de ontem foram uma bela prova dessa força que precisamos, mas talvez não sejam suficientes.

Precisamos também de uma denúncia formal, por parte do governo aos órgãos internacionais para que acompanhem a situação aqui: ONU, OEA, Anistia Internacional e afins. O momento pede o máximo de forças que se puder aglutinar e essas entidades podem dar uma força.

Só com a normalidade democrática restituída, podemos retomar a disputa de um governo que, para não sofrer o golpe que está sofrendo agora, cedeu em quase tudo buscando uma governabilidade perdida. Por mais que o governo e o PT cedam, jamais se recuperará a colaboração de classes de um projeto de diminuição das desigualdades. Simplesmente porque isso não existe mais. Como mostra Ávila, não existem possibilidades de ultrapassar certos limites da relação entre taxa de emprego baixa e renda do trabalhador alta, citando o economista norteamericano Kalecki. Simplesmente os empresários não topam. Não toparam no passado e não topam hoje. É uma discussão de poder.

Assim, temos que primeiro garantir a normalidade democrática diante de um golpe de veludo em nosso país, para depois retomar a disputa de rumos do governo, buscando construir um modelo econômico diferente, com um estado forte, mas garantidor da iniciativa comunitária e não mais de grandes empresas.

Bem vindos à luta de classes.

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A História que estamos construindo

lapaA eleição nos mostrou que o PT não só cabe nas ruas, mas é de lá que ele vem. Somos frutos dos nosso passos, da nossas decisões e da nossa história. Nossa história é a história daqueles que lutam por uma vida melhor. Sempre foi, por mais tortos que sejam os nossos caminhos.

Nesse segundo turno a esquerda se uniu em torno da eleição da Dilma. São muito bem vindas(os) as(os) companheiras(os) de todas as organizações de esquerda, que fizeram ainda mais bonita a nossa vitória. Vieram também para trazer a rua de volta ao seio do Partido dos Trabalhadores. Estava em falta o suor, a risada, a bandeira hasteada. O vermelho.

Essa junção, essa energia, agora não pode ser desperdiçada. Esse período serviu para definir bem de que lado estão certas figuras da política nacional.

Agora, mais do que brigarmos entre nós mesmos, como sempre fizemos, é preciso mostrar a maturidade que soubemos exercer enfrentando os barões da mídia, as falcatruas, o jogo sujo. Não quer dizer que não jogamos o jogo também. Jogamos sabendo das regras, mas agora é preciso mudá-las.

Não é mais possível continuar impondo a mudança, caótica, desorganizada, mas mudança concreta na vida de milhões de pessoas, com essas regras, com esses aliados. É preciso novas regras para um novo jogo a ser jogado a partir da agora. É preciso saber quem está ao nosso lado.

O período promete.

E para enfrentar a promessa do próximo período, é preciso que nossos instrumentos, nossas armas estejam a postos. Nossos partidos não podem ser os mesmos partidos de ontem. Nossas palavras já não são as mesmas e precisam ser mais altas, mais claras e mais distantes.

Nossas vidas não cabem mais no senso comum. É preciso reinterpretá-las à luz dos novos atores, dos novos ares. Só nós podemos ser escritores de nossa própria história. Façamo-la juntos dos que sonham, dos que fazem arte, dos que desejam uma vida fora das amarras do mercado, que aprisiona mentes.

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A nossa história

Ato Dilma RioEstamos fazendo história. Melhor, estamos fazendo a história. Estamos construindo uma alternativa, mambembe, caótica, desorganizada, sem saber muito bem onde quer chegar, mas uma alternativa.

Enquanto outras histórias são feitas, costuradas nesse tecido, fomos capazes, talvez sem aquela ousadia que tanto sonhamos, sem o encantamento que queríamos, mas fomos capazes de fazer diferente. De encarar o monstro de frente e tentar fazer um país diferente dos demais.

Ousamos incluir pessoas que não existiam, num mundo que cada vez mais exclui pessoas das necessidades básicas. Ousamos tirar o país do mapa da fome, dar comida a quem sequer tinha condições de ficar de pé.

Ousamos dar educação, não aquela que sonhamos que poderíamos dar, a pessoas que não teriam nunca educação nenhuma. Ousamos permitir que o filho do pedreiro possa ser doutor.

Ousamos dizer que as riquezas dessa terra, desse mar, debaixo desse mar, são nossas. Ousamos dizer não aos poderosos de sempre, mesmo que alguns deles posem ao nosso lado nas fotografias. Sabemos que os rumos dos nossos sonhos estão em nossas mãos, embora muitas pedras hajam no caminho.

Ousamos sonhar com uma campanha militante, na rua, junto ao povo. Ousamos colocar no cargo mais alto da nação uma mulher. Uma mulher que, se não encarna os trejeitos dos grandes líderes, soube aos poucos se impor. Aprendeu a passar a simpatia, mesmo dura, séria.

Ousamos construir uma alternativa. E estamos construindo. Independentemente do resultado de logo mais, algumas coisas já ganhamos. O chão da rua, tão afastados de nós, é de novo nosso companheiro. As ruas foram pintadas de vermelho, na esperança de continuarmos avançando no nosso sonho de uma vida mais igual, plural, colorida e alegre. Avante, companheiros.

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Em defesa das lutas democráticas, das ruas e da nossa história

Documento para debate interno no PT, elaborado por militantes petistas de diversascorrentes internas para diálogo com a direção e militância do partido.

 

1. O Partido dos Trabalhadores foi forjado nas lutas democráticas, por justiça socialno Brasil. O PT construiu sua trajetória, ao longo dos anos, calcado na luta dasruas e, nos últimos 10 anos, com Lula e Dilma à frente da Presidência daRepública. Apresentamos políticas governamentais que elevaram a qualidade devida do povo brasileiro, ajudando a elevar sua condição econômica, social, culturale tirando milhões de famílias da miséria. Isso nos enche de orgulho comomilitantes petistas!

2. Porém, nosso partido ficou aquém da capacidade de compreender a necessidadede disputar à esquerda os valores, ideais e as pautas históricas forjadas nas lutasque derrubaram a ditadura. Essa incapacidade, aos poucos, abriu um vácuoenorme entre nós e os movimentos sociais, organizados historicamente pelocampo progressista.

3. Já há algum tempo, temos colocado que o PT tinha uma capacidade limitada dedialogar e organizar os anseios da Juventude:

“Contudo, uma constatação deve ser feita: a organização e o diálogo com a juventude nunca foi uma prioridade política para o Partido dosTrabalhadores. Essa identificação da juventude com o partido sempreesteve presente pelo caráter transformador da sociedade que o PTrepresenta e pelo seu ineditismo com expressão política de esquerda noBrasil. Também pela sua forte inserção nos mais diferentes movimentossociais, ou seja, os jovens se identificam com nosso Partido em razão do seu programa geral e não porque o Partido tenha uma política voltada paraa disputa deste setor.Se levarmos o problema de organização da juventude para nossaintervenção nos movimentos juvenis, a situação é aquém da capacidade demobilização real do PT. Hoje, não conseguimos ocupar em nenhuma das frentes de luta dos movimentos juvenis uma posição de centralidade.Atuamos de maneira fragmentada e, em geral, levando as disputasinternas para o seio dos movimentos”

Resolução Concepção e Funcionamento, I Congresso da JPT, maio de

2008.

 

4. Considerando a nossa presença há mais de 10 anos no Governo Federal, há umagrande geração que não conhece o PT fora da institucionalidade. Associa a ele não mais a transformação, mas sim o status quo. Isso é agravado pela forte ofensiva da mídia na tentativa de igualar o PT a demais partidos, em um senso comum despolitizador e potencialmente anti-democrático: “são todos iguais ecorruptos”.

5. As manifestações organizadas a partir da pauta do “passe livre” merecem umolhar cuidadoso por parte das pessoas realmente preocupadas com odesenvolvimento do país.Para entendermos a sua complexidade, é preciso nosdebruçarmos sobre a dinâmica das redes sociais, bem como de novosmovimentos sociais, que não se alinham ao nosso tradicional campo democráticoe popular. Além disso, há que se considerar atentamente o papel que a grande mídia cumpriu ao optar pela disputa do conteúdo políticos das mobilizações.

6. Longe de vermos o protesto de forma uniforme, houve um forte e rápido giropolítico e apropriação da pauta por setores organizados da direita. Isso se deu nointerior das redes sociais, que possuem um alto poder convocatório.

7. Nela, como todos podem gerar e reproduzir informações, temos uma (falsa)sensação de igualdade e de estarmos falando entre pessoas com as quaisconfiamos. Afinal, a informação é repassada por vínculos de “amizade”. Contudo,assim como na mídia, há forte possibilidade de manipulação.

8. O que vimos hoje no Brasil é uma explosão de insatisfações com diversosproblemas históricos existentes em nosso país. Ela aponta para transformaçõesestruturais no capitalismo brasileiro em todas as esferas de governo, reivindicandomais eficácia no gasto público com transporte público, saúde e educação.

9. Certamente o PT e a esquerda precisam se debruçar sobre a pauta da reformaurbana e apresentar uma proposta que dispute corações e mentes da sociedade.A mobilidade urbana sempre foi pauta prioritária para discussão da esquerda edos governos municipais do PT, pois está diretamente ligada à qualidade de vidados trabalhadores brasileiros. É preciso ousar e enfrentar os verdadeiros cartéisque dominam as concessões de transporte em todo o país.

10.Alçamos uma importante vitória ao conseguirmos sediar a Copa dasConfederações e do Mundo. No entanto, apesar das relevantes alterações nasestruturas de algumas cidades, em outras não ficou nítido para a população qualserá o legado positivo que o Brasil deixará ao seu povo ao final das competições.É inegável o mal estar sobre os gastos e nós precisamos dar respostas dignas àpopulação.

11.Mesmo com toda a ampliação da participação popular nas instâncias derepresentação política, afirmadas nas dezenas de conferências e conselhos depolíticas públicas criados, não conseguimos, nos nossos dez anos à frente dogoverno federal,é preciso garantir espaços de vocalização das demandas que secolocam hoje, nas ruas. As manifestações na rua mostram que, embora tenhahavido ganhos expressivos, falhamos no essencial: aproximar o cidadão dosprocessos de tomada de decisão sobre o dinheiro público. O PT precisa ter papelativo no interior do governo, na proposição de novos canais de participaçãodemocrática, em todos os setores governamentais, antenados com essa juventudeque se expressa e se organiza pelas redes sociais, à esquerda e à direita.

12.Não conseguimos atrair para a militância petista essa parcela da juventude e dasociedade que, genuinamente, coloca suas insatisfações e sua crítica contundenteao sistema político e aos partidos. Sabemos que o PT é um dos partidos em quehá maior democracia interna. As eleições diretas para nossas direções são provadisso. Mas, após tantas alianças com nossos adversários históricos, caímos nageleia geral da política institucional. E disso se aproveita a elite conservadora, amídia irresponsável e setores puramente golpistas que, até então subterrâneos,começam a colocar a cabeça para fora. Essa aberração política fez os gruposassumidamente fascistas liderarem a massa contra as bandeiras e camisas demilitantes do PT e outros partidos de esquerda, nas manifestações dos últimosdias, em várias capitais brasileiras.

13.Entendemos que, nas próximas semanas, será jogado o futuro do PT como poloagregador daqueles que permanecem em luta contra as injustiças e contra adesigualdade que – mesmo com todos os avanços – ainda permanece em nossopaís.

14.Somos chamados nesse momento a resgatar nossa tarefa histórica: a deorganizar nossa militância, de protagonizar a organização de um campo político ede construir com as entidades dos movimentos sociais uma agenda de reformas emudanças populares para o país, passando pelo governo e pelas ruas, onde averdadeira massa está à espera de respostas concretas.

15.Mais ainda: devemos atuar também no campo simbólico, ideológico, cultural epolítico. A falta de identificação da juventude com o PT passa por uma questão decultura política, de formas e métodos do agir e governar. Nossa burocratização,interna e governamental, afasta a geração dos cidadãos conectados ecolaborativos. Além de emprego, educação e saúde, o PT deve voltar a despertarutopia.

16.O partido deve fazer um apelo a todos/as entidades, movimentos, sindicatos,artistas, partidos, intelectuais, juristas, religiosos, enfim todos os cidadãos que,independentemente de suas opiniões políticas e ideológicas e, que estãopreocupados com o que está acontecendo, se unam em torno da defesa dademocracia, da liberdade de expressão e da livre organização das entidades domovimento social.

17.Cabe à atual direção do partido organizar e fazer chegar a todos os seusdiretórios, bancadas parlamentares e aos governos municipais, estaduais efederal a seguinte pauta:

● Rearticular o campo democrático e popular pela defesa das conquistas dosgovernos Lula e Dilma.

● Aprofundar a campanha pela reforma política, com o financiamento público decampanha, retomando o compromisso radical do PT com a participação popularatravés da atualização de nosso programa participativo com as possibilidadesabertas pelas novas tecnologias e difusão das redes eletrônicas.

● Trabalhar pela democratização dos meios de comunicação, ampliando canais deinformação e debate alternativos à mídia conservadora.Enquanto não garantirmos verdadeiramente a pluralidade de fontes de informação, o caráter público das concessões de rádio e TV, e o direito à comunicação do conjunto da população, não superaremos boa parte das fragilidades que nossa democracia mantém.

● Orientar a bancada federal à aprovação urgente de agendas como os 100% dopré-sal para educação.

● Incorporar o direito à mobilidade no Estatuto de Juventude, indicando paraimplementação do passe livre para juventude no transporte público.

● Dotar o país de uma malha de ciclovias e meios de transportes limpos, quepermita a mobilidade com respeito ao meio ambiente.

● Cobrar do governo uma demonstração de guinada à esquerda em açõesconcretas e cobrar ampliação dos canais de diálogos do governo com osmovimentos e a condenação pública imediata, da bárbara violência policial contraos manifestantes.

● Promover a desoneração tributária da classe trabalhadora e tributação dasgrandes fortunas.

● Enfatizar a laicidade do Estado e a defesa dos direitos humanos, bem como a promoção de igualdade entre homens e mulheres, negros e brancos e a garantia dos direitos da população LGBT. Podemos observar que esses são temas caros à juventude, que compõe parcela expressiva desses movimentos e se frustra quando vê suas reivindicações por cidadania e dignidade serem subordinadas aos caprichos dos setores conservadores que, desde a base do nosso governo, não encontram limites para buscar avançar sua agenda, à revelia do sentimento da nossa sociedade, inclusive.

18. Assim, conclamamos a direção do PT a organizar sua militância a lutar pelo legado

histórico que construímos nos últimos 33 anos. Não deixemos, por pura inoperância,setores historicamente conservadores retomarem o poder.

Em defesa das ruas, do povo e da nossa história.

FACEBOOK, 20 a 24 de Junho de 2013.

Assinam:

1.     Ademário Sousa Costa Vice-presidente da UNE 2001-2003. Diretório Estadual do PT da Bahia.
2.     Adriano Oliveira – vice-presidente da UNE 99/01 e SNJ 2000/01
3.     Afonso Tiago – JPT do PT Fortaleza de 2003 a 2004, e Sec. Juventude da Pref. de Fortaleza de2005 a 2012.
4.     Alex Piero, ex-conselheiro do Conselho Nacional de Juventude pela Pastoral da Juventude, atualmente na Secretaria Municipal de Cultura, São Paulo.
5.     Allan Rodrigo Alcantara (CA Psicologia 1999-2003, DCE 2001-2002, Psicólogo, ConselheiroRegional de Psicologia 2007-2009, Presidente da Federação das Associações de Moradores doEstado de Santa Catarina, Secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dasAssociações de Moradores e Secretário Estadual de Formação Política do PT-SC)
Anderson Batata – Foi Diretor da UEE-RJ e Secretário da JPT-RJ de 2001 a 2005
7.     Anderson Cunha Santos, Professor de História das Prefeituras de Contagem e BH, DCE-UFMG(1995-1996), CAHIS-UFMG (1996-1998), Secretaria Geral da FEMEH-1998, Presidente do D.A.FAFICH-UFMG (1998-1999), Coordenador do Setorial LGBT do PT-MG (2011-2012)
8.     Antônio Carlos Freitas, deputado estadual, 2• Vice presidente do PT CE, foi do coletivo estadualda JPT de 2005 a 2007.
9.     Alessandra Dadona, secretária de juventude do PT de SP 2008 -2010
10.  Alessandra Terribili – jornalista, cantora e poetisa – diretora da UNE (2003-2005), DE do PT-SP(2005-2007)
11.  André Rota Sena, Executiva da UNE – 2003-2005,
12.  André Brayner, advogado, foi coordenador do Festival das Juventudes da Prefeitura de Fortalezaem 2010 e 2011
13.  Alexandre Luís Giehl – Coordenação Regional II da FEAB (SC/PR), gestão 1999/2000
14.  Ariane Leitão, coletivo nacional de juventude do PT 2005/2008 e Vereadora suplente do PT/POA.
15.  Bob Calazans – Foi Vice Presidente da AMES de 99 a 2000 e do Coletivo da JPT-RJ, e é membro da Executiva Municipal do PT Rio
16.  Breno Cortella, vereador e presidente da Câmara Municipal de Araras/SP, secretário municipal daJPT 2001/2004.
17.  Bruno Elias – militante do PT, 1º Vicepresidente da UNE 2007/2009, Coordenador de RelaçõesInternacionais da JPT 2009/2011.
18.  Bruno Vanhoni Executiva da UNE 2005/2007; Coletivo Nacional de Juventude do PT
19.  Camila Vieira ( k k ) ENECOS ( 1999 a 2003), DCE UCB (2000 a 2004), Diretório Estadual do PTda Bahia
20.  Carla de Paiva Bezerra, é advogada e gestora, trabalha na SNJ/SG. Foi da DNJPT 2008-2011 eSecretária da JPT-DF 2008-2009 e do DCE UnB 2003-2004.
21.  Carlos Eduardo de Souza- secretário juventude do PT-SC 2002- atual secretário Geral PT Floripa
22.  Carlos Eduardo Amaral (Cadu) – ex-coordenador-geral do DCE/UFAL (2006-2007) e ex-diretor da UNE (2007 – 2009)
23.  Carlos Odas, secretário nacional de juventude do PT (1999/2001), Coordenador do ProjetoJuventude (2004), atual Coordenador de Juventude do GDF
24.  Carlos Henrique Viveiros Santos coordenador da JPT Gov. Valadares 2008 – 2010 e atual Diretorde Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura Municipal de Gov. Valadares, Assessor Diocesano daPastoral da Juventude.
25.  César Augusto Da Ros, CN – FEAB 97/98, professor do Departamento de Ciências Sociais,professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas ePró-Reitor de Assuntos Estudantis da UFRRJ
26.  Charles Carmo foi diretor do DCE/UFBA e do CARB/UFBA
27.  Clarissa RihlJokowski, advogada, Presidenta do Diretório Acadêmico do Direito UCS Gestão2005
28.  Cleberson Zavaski – CN-FEAB 98-99, Presidente da Associação de Eng. Agronomos do DF ePTDF
29.  Cledisson Junior diretor da UNE (2009-2011) conselheiro nacional de promoção da igualdaderacial
30.  Daniel Feldmann – diretor da une(1999-2001)
31.  Daniela Matos – Diretora de Relações Internacionais da UNE 99/2001
32.  Danilo Chaves – FEAB 1999-2001, vice presidente UEE MG 2003-2004, PT-BH;
33.  Darlan Montenegro Executiva da UNE (1992-95) Professor de Ciência Política – UFRRJ
34.  Débora Cruz, jornalista, ex-JPT e do setorial de TI/PTDF
35.  Débora Mendonça, PT/CE, Coletivo de Mulheres Estadual PT/CE, Militante da Marcha Mundialdas Mulheres
36.  David Barros, ex- presidente do Conjuve(2010-2011)
37.  Eduardo Valdoski, jornalista, ex-coordenador de comunicação (2008-10) e secretárionacional-adjunto da JPT (2007-08) e secretário municipal da JPT/SP (2003-05)
38.  Eliana Cacique – Coletivo Estadual da JPT-RJ de 2001 a 2005 e é membro da Executiva Estadualdo PT-RJ.
39.  Elida Miranda, jornalista, Regional ENECOS (2005), CUT- AL e Diretório Estadual do PT/AL
40.  Ellen Machado Rodrigues – Medica Sanitarista, DENEM 2003/2005 , AMERESP 2010/2011
41.  Erika FernandaViana – médica, DCE UFPB 2004/2005
42.  Fabiana Malheiros – DCE UFES, PT-ES.
43.  Fabiana Santos – Foi Presidenta do Grêmio Herber de Souza, do CA de Geografia da UGF, do Coletivo da JPT-RJ de 2001 a 2003 e é membro do Diretório Estadual do PT
44.  Fabrício Gomes de França Ambientalista. Tesoureiro Upes (95-97), secretario da JPT SantoAndré (98-2000). Atualmente Secretário Adjunto da Secretaria de Gestão dos Recursos Naturais deParanapiacaba e Pq Andreense da Prefeitura de Santo André
45.  Fábio Sanchez, sociólogo, ex-secretário nacional adjunto de Economia Solidária (2005-2011).
46.  Felipe Oliveira Lopes Cavalcanti, Médico Sanitarista, DCE UFPB 2004/2005
47.  Fernanda Teixeira – DCE UEMS, Vicepresidente da UEE/MS, JPT, MMM, C.E. Mulheres do PT -MS.
48.  Flávia Azevedo, jornalista, ENECOS, DCE UCB e JPT de 2003 a 2005
49.  Francielly Damas, farmacêutica, membro da Associação AFLORE – Associação Florescendo a Vida de Usuários, Familiares e amigos da Saúde Mental de Campinas
50.  Florentino Júnio, DCE/UnB (2010) e membro do Setorial de Saúde do PT/DF.
51.  Gabriel Ribeiro – Foi Secretário Estadual da JPT/RJ e membro do Coletivo Nacional da JPT de2005 a 2008.
52.  Gabriela Gilles Ferreira – ABEPSS, JPT, PT-ES.
53.  Giliate Coelho Neto, médico de família e comunidade, coordenador geral da DENEM (2003),
54.  Graziele Rodrigues Duda – ENESSO, DCE UFES, UNE, JPT, PT-ES.
55.  Guido Rezende – radialista e blogueiro ex-diretor da UNE e UCE
56.  Guilherme Floriani – ME Esalq 98 a 2000
57.  Guilherme Guimarães de Azevedo – DCE- UFV (2007 e 2008); Dir. de Movimentos Socias daUEE-MG (2009/2011); 3º Vice-Presidente da UNE (2011/2013)
58.  Humberto de Jesus executiva da Ubes 1997/1999, RI da Une 2001/2003, ex-secretario nacional dejuventude do PT 2003/2004, atual secretario de desenvolvimento social, cidadania e direitos humanosde Olinda.
59.  Ingrid Gerolimich – Foi Coordenadora Geral da AMES-RJ em 2001 e Coordenadora Estadual de Juventude do Governo do Estado do RJ em 2002
60.  Isadora Salomão – Arquiteta e Urbanista, Ex-DCE UFBA e Coletivo de Mulheres doPT-BA
61.  Jacir João Chies, Coordenação Nacional da FEAB 2001/2002.
62.  Jean Tible, assessor da Fundação FriederichEbert
63.  Jonas Valente – ENECOS, secretário-geral do Sind. dos Jornalistas do DF e militante do PTDF
64.  José Haroldo Thunder- Executiva Nacional de Ciências Sociais (1995-1997), DCE Puc Campinas(1996-1998), PT Votorantim
65.  João Maurício, Executiva Estadual do PT do RJ, UBES 2003
66.  Josué Medeiros – foi 1º vice-presidente da UNE (2005-2007), hoje professor de interpretações doBrasil da UFRJ
67.  João Brandão, UEE RJ (2003 a 2005),DCE da UFRuralRJ (2002 a 2007) Professor de educaçãofísica do Rio de Janeiro
68.  João Paulo Rillo, Deputado Estadual PT-SP, Presidente da UMES de São José do Rio Preto em 1994 e 1995;
69.  João Scaramella – CN FEAB 2002-2003
70.  João Vicente (Caixa d’Água) – Coordenador das Juventudes Metalúrgicas do ABC e daCNM/CUT 1997/1999, hoje membro do Setorial Jurídico do PT/SP e Secretário dos AssuntosJurídicos e da Cidadania de Franco da Rocha/SP;
71.  João Wilson Damasceno, gestor cultural, foi secretario geral do DCE UFC em 2007/2008
72.  José (Zé)Ricardo Fonseca – Diretor da UNE 2001-2003- PT-DF
73.  Julian Rodrigues , PT-SP (UNE e JPT 1997-2003)
74.  Juliana Terribli, psicóloga, foi dirigente da JPT-SP 2008-2011
75.  Julio Ladeia, vicepresidente UPES 1995/97, ex-membro do Diretório Estadual do PT, militante do PT de São José do Rio Preto, coordenado do CEU Butantã , SP.
76.  Larissa Campos – secretaria adjunta da jpt-mg e DNJPT 2008/2011 1a dirt.de movimentos sociaisda UNE 2007/2009
77.  Léo Bulhões – Coord. Geral Executiva Nacional de Bio 1998-1999, Presidente DCE UFPE 2000-2001, Diretor UNE 2001-2003, atualmente Assessor Especial de Projetos Secretaria de Participação Social – Caruaru – PE.
78.  Karina de Paula (Kakau) – Membro da Executiva Nacional da JPT e Secretária Municipal da JPTde Rio Claro – SP
79.  Leandro Ferreira, Executiva da JPT-SP.
80.  Lívia Manzolillo, jornalista, foi Presidente do DCE UNIFOR de 2003 a 2004.
81.  Louise Caroline, Vicepresidenta da UNE 2005/2007; Vicepresidente do PT/PE
82.  Lourival de Moraes Fidelis, estudante de doutorado, UNICAMP, Bolsista de Estágio doutoral pelaCAPES, Universidade de Córdoba, Espanha
83.  Lucas Cassab Lopes – Dce UFJF 2005-2006, Cahistufjf 2004-200, coletivo estadual de juventude2006-2008, tesoureiro do pt-jf 2007-2009,
84.  Luciana Mandelli – historiadora – UEE-SP (1999/2003), Col. Nac. JPT (2002/2005) e DR- PT-BA
85.  Marcio Ladeia, publicitário, assessor da CUT, UNE 2005/2007, vereador de São José do RioPreto 2001/2004, UMES 1996/1999 e UPES 1997/1998 militante do PT.
86.  Marcos Asas – poeta e médico, Conselheiro Nacional de Saúde, presidente do DCE UPE “PauloFreire” 2004/2005, presidente AMERESP 2011/2012, diretor de Saude da ANPG
87.  Miguel Papi – DCE UFRJ 1999 – 2002
88.  Orlando Catharino, membro do coletivo estadual da jptsp em 1991 e 1992
89.  Otávio Antunes – jornalista, Vicepresidente da UBES 1997/1999 PT Campinas
90.  Paulo Navarro – médico Sanitarista, DCE UFPB 2004/2005, presidente da AMERESP 2010/2011
91.  Pedro Gerolimichex Vice Presidente da UBES 2003/2004 – Diretório Municipal PT/RJ
92.  Pedro Moreira Coordenação regional da feab (2002 e 2003), secretario estadual de juventude doPT/MG 2004 e 2005 e vice presidente de UEE/MG 2004-2005
93.  Pedro Tourinho – Vereador PT Campinas, Médico Sanitarista, professor PUC Campinas,DENEM 2005/2006
94.  Pedro Vasconcelos – Ex Secretário da JPT RS 2005 2007. Membro do Coletivo Nacional deCultura do PT.
95.  Penildon Silva Filho, professor da UFBA. DCE UFBA 1992-1993 e Diretor da UNE 1993-1995
96.  Rafael Barbosa de Moraes (pops), vice-presidente da UNE 2003/2005, secretário nacional dejuventude 2005/2008
97.  Renam Brandão – Secretário da JPT-BA 01/03, Executiva dos Estudantes de CEFETS 97
98.  Rídina Motta Diretora LGBT UNE 2009 /2011
99.  Rodrigo Abel, Secretário nacional de juventude do PT 2000/2003
100.     Rodrigo Campo, ex-Tesoureiro do PT-RS, de 2005 a 2007.
101.     Romeu Morgante, ex presidente da umes santo andre e diretor da ubes 1998/99 umes, 99/2001UBES
102.     Rodrigo Rubinato “Cabelo” – Coordenador da Ames – RJ em 2003, Secretário-geral da FEMEH em 2004
103.     Rodrigo Salgado, Professor e Advogado. Ex-coordenador da FENED, Coordenador do DAJMJr
104.     Samuel de Mesquita – Ex-presidente da UENI, Ex-presiidenteda ARES, Ex- vice-presidente baixada da UEE/RJ, Ex-presidente do DA de Direito da UNIABEU
105.     Sávio José, vereador PT – Viçosa-MG.
106.     Serena Reis – CN FEAB 2002-2003, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservaçãoda Biodiversidade – ICMBio/MMA
107.     Sérgia Garcia, diretora da UPES gestão 1998, medica formada em Cuba, militante da AssociaçãoMédica Nacional – (AMN-MF)
108.     Sergio Godoy, professor de Relações Internacionais da Fundação Santo André, ex membro docoletivo nacional da JPT, ex Secretário Geral da UPES
109.     Tássia Rabelo – Ex-Presidenta do CA da FGV, Ex-diretora do DCE da UERJ, Ex. Membro daExecutiva Nacional da JPT
110.     Tassio Brito coordenador geral DCE UESC(2007-2009), 2 diretor de RI da UNE(2008-2009,direção nacional da jpt(2008-2011) 3 Vice Presidente da UNE(2009-2011)
111.     Tatiana Oliveira diretora de mulheres da une 2005-2007
112.     Tatiana Zocrato – DCE PUC-MG 2002-2004 ,Vice-Presidenta UEE-MG2004-2009 , SEJPT-MG 2008-2011
113.     Thomás Ferreira CN ABEEF 2003/2004 Coord. Geral DCE/UFV 2005
114.     Ticiana Studart, SNJ PT 2003 a 2005, da secretaria nacional de mulheres do PT de 2005a 2007, e membro da executiva do PT CE;
115.     Verônica Lima, vereadora de Niterói, executiva da UBES 1997/99
116.     Veronica Maia, advogada, militante da RENAP, foi da SNJ PT de 2005 a 2007.
117.     Vinicius Cascone – FENED, advogado, militante do PT, Campinas/SP
118.     Vinícius de Lima – ex-coordenador nacional de comunicação da JPT e Presidente doDCE da Estácio de Sá – ES (2007), foi membro do Diretório Estadual do PT ES (2008) e doMovimento Não é só uma passagem (2005 – ES)
119.     Vinícius Ghizini, historiador, Secretário Adjunto JPT/Macro Campinas e SecretárioMunicipal JPT/Americana.
120.     Vinicyus Sousa – Ex – Diretor da executiva estadual da JPT – BA
121.     Wagner Romão, sociólogo, ex-presidente do Diretório Zonal de Pinheiros (São Paulo) -2005 a 2007.
122.     Wanderson Pimenta, ex- coordenador geral do DCE – UFBA (2012).
123.     Wladia Fernandes, coordenadora LBGTT do PT CE foi da JPT de 2005/09
124.     WendersonGasparotto, ex diretor da UEE-SP (1997/2001)
Wesley Francisco, DCE UFV, CA História/UFBA, FEMEH, UNE(2003) Coletivo NacionalLGBT.

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