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Destruição a jato

No filme “A grande aposta” sobre os eventos que levaram à crise de 2008, tem uma sequencia muito interessante que mostra um pouco a desconexão entre determinadas ações que são feitas em determinados espaços e as graves consequências para uma grande parcela da população. No filme, Brad Pitt, repreende 2 jovens investidores que comemoravam um grande negócio feito pelos três. Pitt, então, os alerta: “Vcs tem noção do que acabaram de fazer? Apostaram contra a economia (norte)americana. Qdo a bolsa cai 1% 400 mil trabalhadores perdem o emprego, mais um sem número de pessoas morrem!”
 
É isso mais ou menos o que ocorre com a lava jato. Até acredito que a sua cúpula saiba bem o que está fazendo. Moro foi treinado nos EUA e isso está no seu currículo Lattes, para quem quiser olhar. Mas pode ser que parte dos concursados, sem conexão com a vida real acredite que está apenas fazendo o seu trabalho, sem ter noção do que significa acabar com investimentos, créditos, empresa, enfim, empregos e vidas. Não percebe que sua ação condenatória está acabando com milhares, quiçá milhões de vidas.
 
Seria bom se esse video pudesse chegar a essas pessoas…

 

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O fim do Estado de direito

As regras democráticas são resultado de amplas lutas afim de construir protocolos de convivência comum entre interesses e visão de mundo diferentes dentro da sociedade. Sem isso, vale a lei do mais forte. Essas regras são transformadas em lei, não antes de passar pelo jogo de forças e interesses envolvidos nas lutas, no congresso nacional, onde são finalizadas. São, portanto, a síntese possível das disputas em voga na sociedade em determinado período.

Na vida real, no entanto, as leis não são para todos. Para fazer valer os interesses de classe, muitas vezes, passa-se por cima da lei sem que isso traga consequências para quem o faz. O que importa no final das contas é a posição que você ocupa ou ao lado que quem você caminha. No jogo político das grandes estruturas de poder, isso fica claro. Taí o Cunha solto e o Aécio sem nenhum processo de investigação recente, apesar dos dois terem comprovadamente contas em paraísos fiscais europeus.

“As leis não bastam, os lírios não nascem da lei” – Drummond

Quando a disputa política ultrapassa as fronteiras da lei, ou das regras que foram antes estabelecidas, como estamos assistindo nesse caso dos vazamentos dos grampos e delações, a luta passa a ser só da política nua e crua.  Não tem mais estado de direito. Esse  terá que ser reconstruído ao fim dessa batalha, com um novo conjunto de regras combinadas entre as forças que sobreviverem ao processo. A disputa agora é por versões dos fatos, feita por quem tem mais gente envolvida ou atingida por suas ações de comunicação e política. Nesse aspecto a rua é um importante fator a ser considerado, assim como as relações internacionais, capaz de pressionar setores adeptos ao golpe a recuarem.

A direita nunca teve pudor de romper com as leis para alcançar os seus objetivos. Isso é coisa da esquerda. Os meios sempre justificaram os fins.

Acredito que sofreríamos uma ação golpista como essa que estamos sofrendo agora, independente de termos encarado alguns debates que deveríamos ter encarado, como a democratização das comunicações, a ampliação da reforma agrária, as relações de trabalho dos profissionais de saúde e seu financiamento e, principalmente, a quantidade enorme de recursos públicos que vão parar nas mãos de pequenos grupos através do pagamento de juros, lesando assim a possibilidade de melhorar os serviços que o Estado presta.

Tenho acreditado muito no limite da distribuição de renda, feita através do reformismo fraco petista, como causa para a crise. Esse limite, com desemprego baixo e renda do trabalhador em ascensão é o motivo principal da crise que vivemos. Além disso, ainda temos o pré-sal, nas mãos da Petrobras, ferindo assim os interesses dos grandes grupos internacionais. Isso sem falar na articulação internacional do G20 e, principalmente, dos BRICS, desafiando o poder totalitário dos EUA.

Esses são os motivos para o golpe, articulado desde 2005, visando tirar do poder o mínimo de equilíbrio social que o petismo significa, e feito através das “novas” táticas de desestabilização de Estados não alinhados, chamadas de revoluções de veludo ou golpes suaves.

Agora, precisamos pensar a resistência, que não vai passar pelas leis, essas não mais bastam.

Bem vindos à luta de classes.

 

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Golpe suave no Brasil

No livro “Os últimos soldados da Guerra Fria”, Fernando Morais nos conta a história de um grupo de cubanos que vão para Miami se infiltrar na rede de terrorismo construída nos EUA para tentar desestabilizar o regime da Ilha. Esses caras eram, na sua maioria, militares cubanos dispostos a se sacrificarem em busca de respostas e soluções para proteger seu pequeno país, que ousou sonhar e conquistou uma vida diferente dos seus irmãos latinoamericanos. O regime, sem a mãe Rússia protegendo, corria sérios riscos e, sabendo disso, o governo cubano usou da melhor arma que tinha à mão: a inteligência. Com isso, conseguiu criar esquema de contraespionagem que denunciou o esquema terrorista para o mundo conseguindo assim neutralizá-lo.

Não é novidade que existem, hoje, no mundo, forças nãotãoocultasassim que se especializaram em desestabilizar governos mundo a fora. Exemplos de belos textos sobre o assunto temos aos montes. São os chamados golpes de veludo. Existem exemplos deles no leste europeu e, parece, agiram bem durante a chamada primavera árabe. Desconfiamos (porque me incluo naqueles que se negam a acreditar em protagonismo espontâneo de pessoas desorganizadas) que atuaram com as mesmas táticas por aqui durante o famoso “Junho de 2013”. Continuam atuando, na verdade. A notícia de que o próprio Moro foi “treinado” nos EUA, não surpreende. O mesmo vale para o Kim ou para aquela menina bonita da Nicarágua.

O mundo contemporâneo não aceita mais tanques de guerra ou assalto armado aos palácios dos governos. Pelo menos não no ocidente. Os golpes estão mais sofisticados. E mais sofisticada deve ser a resistência. Não podemos mais cair no debate fácil da corrupção, como já disse antes e mais de uma vez. Sabemos que esse é um assunto que tem apelo na população e por isso é constantemente utilizado como pretexto para ações nada republicanas como a que estamos assistindo. É preciso esvaziar esse debate de uma vez.

As ações parecem muito bem orquestradas e tem um timming difícil de acompanhar. Se o outro lado (nós, os democratas, de esquerda que buscamos um mundo menos injusto) faz um movimento, eles (os golpistas) já apresentam uma novidade, um vazamento, uma ação judicial. Isso explica os vazamentos dos grampos, que não apresentam nenhum crime, mas criam o mal estar: o grande líder falou um palavrão? Porra, mandou o juiz enfiar o processo no cu? Óóó!, diz a turba de idiotas que mandaram a presidenta tomar no cu em um passado recente. Pronto, está criada a convulsão social, passada dia e noite em rádio e TV, enquanto os interesses da república são subtraídos em tenebrosas transações (obrigado, Chico).

Por isso, acho que o golpe em curso no país não está isolado de outros lugares do mundo. Há pouco tempo foi confirmada a participação dos EUA nos golpes na América Latina nas décadas de 1960 e 1970. Isso sem falar em ter que esperar 50 anos para a Rede Globo admitir a participação e apoio ao golpe de 1964. Será que teremos que esperar mais algumas décadas para perceber o que está acontecendo agora?

paulista.jpgA reação se faz necessária e imediata. Com todas as armas que temos na mão. Necessário, nesse momento, internacionalizar ao máximo o debate a respeito do que acontece aqui, afim de fortalecer a ordem democrática. Acredito que a pressão internacional, pode fazer os golpistas recuarem. Para isso, precisamos de muitos atos de rua, com muita gente. Os atos de ontem foram uma bela prova dessa força que precisamos, mas talvez não sejam suficientes.

Precisamos também de uma denúncia formal, por parte do governo aos órgãos internacionais para que acompanhem a situação aqui: ONU, OEA, Anistia Internacional e afins. O momento pede o máximo de forças que se puder aglutinar e essas entidades podem dar uma força.

Só com a normalidade democrática restituída, podemos retomar a disputa de um governo que, para não sofrer o golpe que está sofrendo agora, cedeu em quase tudo buscando uma governabilidade perdida. Por mais que o governo e o PT cedam, jamais se recuperará a colaboração de classes de um projeto de diminuição das desigualdades. Simplesmente porque isso não existe mais. Como mostra Ávila, não existem possibilidades de ultrapassar certos limites da relação entre taxa de emprego baixa e renda do trabalhador alta, citando o economista norteamericano Kalecki. Simplesmente os empresários não topam. Não toparam no passado e não topam hoje. É uma discussão de poder.

Assim, temos que primeiro garantir a normalidade democrática diante de um golpe de veludo em nosso país, para depois retomar a disputa de rumos do governo, buscando construir um modelo econômico diferente, com um estado forte, mas garantidor da iniciativa comunitária e não mais de grandes empresas.

Bem vindos à luta de classes.

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Capital financeiro e a economia real

Brad Pitt questiona os jovens investidores

Brad Pitt questiona os jovens investidores

Ben (Brad Pit) se vira para os dois jovens investidores de Wall Street, que dançavam empolgados pelo sucesso de sua aposta, mandando eles ficarem quietos e pergunta:

– Vocês sabem o que acabaram de fazer?

Atônitos, eles, que acabaram de realizar um grande negócio, não respondem.

Pit então complementa:

– Vocês acabaram de apostar contra a economia (norte) americana. Quando a bolsa cai 1%, 400 mil pessoas perdem o emprego. Muitas outras morrem. Então, parem de dançar.

O grande negócio, que ao final da história rende aos jovens investidores cerca de 80 milhões de dólares, era apostar que o sistema de hipotecas e dívidas ligadas ao mercado imobiliário dos EUA iria ruir. Isso mesmo. No jogo do capital financeiro você pode apostar que determinadas ações podem subir ou cair e, se alguém quiser bancar a aposta, você pode ganhar ou perder. Em cima dessas apostas, rolam outras apostas, criando o efeito pirâmide que todo mundo já ouviu falar.

O Filme “A grande aposta” conta essa história e um pouco dos bastidores da maior crise econômica pós 1930.

Existem outros filmes que contam um pouco dos bastidores de Wall Street e como essa aposta se tornou o pilar da economia mundial.

O livro “Flash Boys“, conta uma história de como a velocidade das negociações de ações se tornou fundamental no mundo dos negócios.

Essa história, acontece após a crise de 2008, contada no filme. Nessa crise, a maior dos últimos 70 anos, em que os ricos ficaram absurdamente mais ricos e os pobres perderam o pouco que tinham, somente uma pessoa foi presa, um programador russo que trabalhava no Goldman Sachs, acusado de evasão de códigos dos programas que operam as bolsas de valores. O detalhe sórdido: códigos que ele mesmo havia trabalhado anteriormente eram, em sua maioria, de código aberto.

No livro, Michel Lewis explica como a proximidade dos centros de operação, somado a softwares muito bem preparados e hardwares potentes, dava uma vantagem competitiva a determinados operadores das bolsas de forma que eles conseguiam intermediar uma transação sem que sequer o comprador percebesse. A diferença de centavos nos preços das ações gerava lucros absurdos a esses operadores e prejuízo aos pequenos investidores. Tudo, claro, com o consentimento dos grande bancos de Wall Street.

Muitos outros exemplos podem ser dados para explicar o (não) funcionamento do mundo financeiro. O problema da maioria, pelo menos os que vi ou li até agora, tratam essas questões como anomalias a serem resolvidas. Para mim, não são. Cada vez fica mais claro que a trapaça é a regra. O que vale é a informação. Você pode vender uma dívida, que não será paga. Você pode apostar numa aposta, e ganhar. E, finalmente, você pode apostar contra o sistema e ficar rico.

Ora, um sistema que depende da confiança, da informação privilegiada, que vive de boato, não poderia  ser a base da economia mundial contemporânea, mas é.

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O governo dos Homens Bons

Há uma crença, uma certa verdade, na sociedade, de que bastariam “Homens Bons ” terem acesso ao poder, não importa bem como, se por eleições democrática, luta armada,  greve geral, golpe etc., que a vida seria diferente. O Estado, enfim, funcionaria, gerando oportunidade a todo mundo. As coisas não mudam, então, porque os “Homens Bons ” não chegaram ao poder.

E digo “Homens” porque, infelizmente, foram os homens e não esses junto com as mulheres que dominaram a política do século passado. Esses grandes homens, “Bons” acima de tudo, são idôneos e incorruptíveis. Devolvem a diária não usada. Se alguém embolsa a diária, é corrupto.

Ora, os governantes não vieram do Olimpo para governarem a terra. Estão imersos na mesma cultura dos demais. Daqueles que sonegam, que roubam, que não devolvem a diária, mas fazem dela parte dos seus ganhos. Afinal, isso é justo e corrupto são os outros (ironia).

A mudança da cultura é também a mudança das estruturas de poder. Esperar algo de seres iluminados acima do bem e do mal, está mais para religião do que para política.

Essa é a realidade de diversos países. As influências de forças (não tão) ocultas nos sistemas de poder, requer de nós, mais, bem mais do que “bons homens” para mudar a nossa realidade.

É o que diz o Lessig, que se lançou candidato a presidente dos EUA com a plataforma de proibir o financiamento privado.

O mesmo acontece aqui. A corrupção ligada ao sistema eleitoral impede que “bons governos”, comprometidos com causas sociais, ou até mesmo os regulares, preocupados antes com suas imagens, e por isso capazes de prover algum ganho para a população, façam algo para mudar a realidade de milhões de pessoas que passam por necessidades. Esse mecanismo é o financiamento privado de campanha, que está mais para investimento que as empresas fazem em candidatos que lhes garantirão benesses no futuro.

Porém, há uma parcela, muito maior, de perda dos recursos públicos, que não é comentada. Ou é pouco comentada.

https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fgleisi.hoffmann%2Fvideos%2F484348658409059%2F&show_text=0&width=400

Bom, se dentro da parte ilícita do desvio da riqueza, a evasão fiscal em forma de sonegação representa 80% de tudo que o país perde, enquanto a corrupção responde por 20%, por que se fala tanto em corrupção e tão pouco em reforma tributária?

A resposta é poder. A mídia tem poder, não é o 4º, mas tem muito. Constrói a imagem, cria fatos, destrói reputações, ajuda na construção de valores. A justiça é um poder. O martelo que condena o ladrão de galinhas não condena o grande sonegador. As empresas têm poder, principalmente as multinacionais. O Capital Financeiro é um poder que pode paralisar uma nação no mundo ultraconectado e de economias dependentes da entrada de capital. É um jogo complexo.

Mas, muito mais nocivo que o dinheiro desviado diretamente de forma ilícita, é a riqueza que foge do seu objetivo de forma lícita. Isso acontece através de leis de propriedade intelectual, de contratos secretos, de acordos de livre comércio, como estão fazendo agora os países do pacífico. Há um caminho para a concentração cada vez maior de riquezas nas mãos de poucos. Esse caminho é legal e visível.

Assim funciona o Estado, aqui ou na China. Tá bom, na China a gente não sabe direito, mas sabe do mundo ocidental. E, em maior ou menor grau, isso ocorre nas chamadas democracias.

Quando há alguma incompatibilidade de quem está sentado(a) na cadeira de governante com esse sistema, mesmo que pontualmente, mesmo que não atinja o centro dessa política de acumulação, há a necessidade de afastá-lo(a).

Aí entra o discurso da corrupção e dos “Homens Bons ” capazes de promover o bem. O golpe do bem, então, está montado. Aproveita-se de uma fragilidade do governante para impor uma agenda capaz de sequestrar o Estado para manter o ganho daquela parcela que domina a máquina sem aparecer. É o comando central internacional do Estado de direito, digitalizado, operado à distância.

O perigo é maior de um golpe sem derrubada de governo e estamos vivendo isso agora, nesse exato momento no Brasil e no restante da América Latina. É o golpe feito através de chantagem, do aproveitamento de fraquezas do governo, da correlação de forças desfavorável no congresso e de um judiciário pernicioso, da crise econômica, que baixa o preço das commodities que garantem, com muitos problemas, a entrada de recursos em países periféricos como os da AL . Isso sem falar de uma imprensa suja, diretamente envolvida com os grandes grupos do capital, os famosos anunciantes e seus interesses.

Mas o que quer esse golpe?

O golpe quer a manutenção da situação tributária, fiscal e econômica que, mesmo com os grandes avanços nos índices de desigualdade da última década, privilegia uma parcela, bem pequena, da sociedade que continua acumulando muito, muito, dinheiro.

Mas só a corrupção é assunto, afinal, bastam “Homens Bons” tomarem (ou retomarem) o poder, que estaremos salvos.

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Assaltantes de lojinhas do mundo, uni-vos!

por Slavoj Zižek, London Review of Books, vol. 33, n, 16

Tradução do Coletivo da Vila Vudu

A repetição, segundo Hegel, tem papel crucial na história: se alguma coisa acontece uma única vez, pode ser descartada como acidente, algo que poderia ter sido evitado se a situação tivesse sido conduzida de modo diferente; mas quando um mesmo evento repete-se, é sinal de que está em curso um processo histórico mais profundo. Quando Napoleão foi derrotado em Leipzig em 1813, pareceu má sorte; quando foi derrotado outra vez em Waterloo, ficou claro que seu tempo acabara. Vale o mesmo para a continuada crise financeira. Setembro de 2008 foi apresentado como anomalia que podia ser corrigida com melhores regulações e controles; hoje se acumulam sinais de quebradeira nas finanças e já é evidente que estamos lidando com fenômeno estrutural.

Dizem e repetem e repetem que atravessamos uma crise da dívida e que todos temos de partilhar a carga e apertar os cintos. Todos, exceto os (muito) ricos. Aumentar impostos sobre muito ricos é tabu: se se fizer isso, diz o mesmo argumento, os ricos não terão incentivo para investir, haverá menos empregos e todos sofreremos mais. A única salvação, nesses tempos duros, é os pobres ficarem cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos. O que devem fazer os pobres? O que podem fazer? Continuar lendo

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Multidões em marcha

“Os donos do mundo piraram
Já são carrascos e vítimas
Do próprio mecanismo que criaram”
R. Seixas

protestos em londres

A Europa vive o pesadelo das multidões, com ou sem rumo, em marcha. O medo das elites, que construiram esse mundo desigual em que vivemos nas últimas décadas, se explica pela exclusão dos diferentes. Esses diferentes, excluídos, viraram indignados. São excluídos da maravilhosa vida propagada e construída por uma nova ordem mundial, baseada no consumo, mas só dos poucos incluídos. Aos que não pertencem a esse seleto grupo: ao gueto. Continuar lendo

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