Em tempo, o novo

Tô há um tempo tentando escrever alguma coisa sobre esses movimentos que tomam as ruas, que se indignam, que se movem. Porém, o tempo, e talvez outras coisitas da vida, não me deixam.
De repente, escrevi isso, entre uma noite de insônia e outra manhã de sono.

É tempo de muita confusão
Mas tempo de esperança, em meio ao desânimo.

Enquanto homens engravatados,
Em salas, nos andares mais altos,
Dos mais altos prédios,
Tentam, em vão, decidir os rumos do nosso mundo
A vida se constrói, ou se reconstrói
Aqui em baixo

São vidas comuns, desconhecidas
Tentando, muitas vezes também em vão,
Sonhar um novo sonho
Não mais atrelados às velhas estruturas,
Mas em busca de um novo
Que talvez nunca chegue.

Porém, é tempo de reconstrução
de sonhos em meio a destruições de vidas.

(9 de novembro de 2011)

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